
Sentada na cama do meu quarto escuro, com um saco de pipoca na mão, assisto a minha própria solidão. Apenas um raio de luz reflete sob o imenso espelho no canto do quarto entre as compridas cortinas roxas. Deslizo pela parede até enfim me largar na cama, e ali ficar por horas que pareciam apenas minutos. Meus lábios começam a arder, por conta do excesso do sal na pipoca. Eu nunca gostei de sal. Eu nunca gostei de pipoca. Eu precisava de liquido, eu precisava de água, mas nada no mundo conseguiria me tirar dali. Ouço o barulho das arvores bruscamente, e uma leve chuva caindo diante do telhado. Queria poder dormir, mas não posso me perder nos meus sonhos que nunca se tornarão realidade. Sonhos, que não passarão de apenas sonhos. Que fazem me iludir, chorar e até mesmo rir. Me fazem perder a noção de sentido, tempo e espaço. Me fazem querer parar de viver, ou viver cada dia mais. Me fazem ter multiplas opniões e sentimentos. Me fazem sonhar, sem ao menos fechar os olhos.
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